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Pastoral dia 27/06/2010
POSSO CRER NO AMANHÃ -
Testemunho de cura da Prª. Marlene Freitas
“E disse: Se ouvires atento a voz do Senhor, teu Deus, e obrares o que é reto diante de seus olhos, e inclinares os teus ouvidos aos seus mandamentos, e guardares todos os seus estatutos, nenhuma das enfermidades porei sobre ti, que pus sobre o Egito; porque eu sou o Senhor que te sara. (Ex.15.26). Foi exatamente isso que aconteceu comigo. No ano de 1991, a enfermidade tomou todas as minhas forças e, aos poucos, fui ficando fragilizada. Após várias consultas, todos os exames solicitados acusavam dois nódulos na garganta. Todos os medicamentos foram inúteis. Fui encaminhada para cirurgia em janeiro de 1993. Durante a operação, foram constatados quatro nódulos, ao invés de dois. Os médicos suspeitaram de alguma doença mais grave. Decidiram fazer a biópsia do material retirado e confirmaram a suspeita: era câncer. Três dias após a cirurgia, tive alta. Minha família já estava sabendo de tudo. Eu nada sabia. Os dias foram passando e eu aguardava o momento em que voltaria a falar. Perdi completamente a voz. Todos sabiam que eu não mais falaria e que só me restavam seis meses de vida. Mas nosso Deus é soberano e minha vida está em suas mãos. É Ele quem opera em nós o querer e o efetuar. Só fiquei sabendo que estava com câncer dois meses depois, apesar de desconfiar. “Por que não falo? Por que tenho febre, e estou cada dia mais fraquinha?”.
Fui com o pastor a uma consulta. A médica foi fria e cruel. Sem olhar para mim, disse: “A senhora já sabe que está com câncer?” No primeiro momento, fiquei estática. Mas, imediatamente, meu coração se encheu de coragem, e o Espírito Santo, meu Consolador, dizia: “Não temas, crê somente”. Jesus Cristo nunca diz não para a fé. O médico me encaminhou à Clínica Carlos Fuser, no Humaitá, para tomar uma dose de iodo radioativo. Lá fiquei três dias no isolamento total. Não via nem falava com ninguém, porém podia sentir a presença de Deus e o seu infinito amor por mim. Orava sem cessar, lia a Palavra de Deus e o livro “Batalha Espiritual”, e cada vez me enchia mais de fé e de uma firme esperança no Deus que tudo pode e tem a última palavra. No final de três dias, o médico entrou no quarto com uma roupa especial. Parecia um astronauta, todo equipado. Dizia-me para não abrir a boca e não me aproximar, pois estava medindo o nível de radioatividade, a fim de me dar alta. Avisou-me, ainda, que deveria voltar no mês seguinte para uma outra consulta. Então eu disse: “Eu creio em milagre! Creio que não voltarei mais aqui”. Chegando à minha casa, fiquei uma semana sem poder ter contato com ninguém. Tinha muita febre. Não conseguia esboçar uma só palavra. Minha voz foi tragada pela enfermidade. Mas glória a Deus que nos dá a vitória, nunca me faltou fé, coragem, determinação e perseverança em continuar acreditando que Deus tinha um propósito na minha vida. Nada é impossível para aquele que crê. Orei, lutei e decidi: “Vou à igreja”. Eu só tinha dois meses de vida, segundo a palavra dos médicos. Fui à igreja pela manhã. Acreditava que Deus tinha um propósito em tudo o que estava acontecendo. Mais uma semana passou. No domingo seguinte, voltei à igreja; meu coração me dizia que algo sobrenatural estava para acontecer naquele domingo na minha vida. “Se creres verás a glória de Deus”. Havia uma unção indizível naquela manhã nos louvores, na ministração da Palavra, em tudo! Eu orava o tempo todo e pedia a cura e o toque de Deus em mim. Pedia que houvesse a testificação da cura naquela manhã mesmo. Durante os louvores, fui tocada pelo Senhor, e a enfermidade foi queimada instantaneamente. Eu chorava e glorificava ali mesmo no banco. O pastor, sem saber, foi impelido pelo Espírito Santo a me chamar para orar. Eu não sabia como seria, mas precisava obedecer. Imediatamente, levantei-me e, ao microfone, comecei a glorificar ao meu Deus, e quanto mais eu O glorificava, mais perfeita ficava a minha voz. O SENHOR ME CUROU! Tragada foi a morte pela vida! No dia seguinte, minha vida voltou a ser normal. Fui ao médico, e ele não acreditou no que ele estava vendo. Solicitou novos exames, mas desencorajou-me. Eu o desafiei porque sabia que o meu Deus não faz nada pela metade. Ele terminaria a obra que havia começado em minha vida, porque Ele é fiel. Aleluia!
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