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Pastoral dia 14/02/2010

MOÇOS PARA ESTE TEMPO (Daniel)  - 

O capítulo 4 de Daniel é de caráter especial na Bíblia, pois consiste na autobiografia do rei da Babilônia distribuída para todo vasto império. O rei aprendeu uma grande lição, pelo método mais difícil. O rei se converteu ao Senhor, pelo processo mais estranho “A sorte faz cessar os pleitos, e faz separação entre os poderosos”. (Pv.18.18). Um pouco por gancho de ferro, como diz o profeta Ezequiel “E te farei voltar, e porei anzóis nos teus queixos, e te levarei a ti, com todo o teu exército, cavalos e cavaleiros, todos vestidos com primor, grande multidão, com escudo e rodela, manejando todos a espada”. (Ez.38.4). Uma maneira pouco convencional, como fora a do carcereiro de Filipos “E, acordando o carcereiro, e vendo abertas as portas da prisão, tirou a espada, e quis matar-se, cuidando que os presos já tinham fugido. Mas Paulo clamou com grande voz, dizendo: Não te faças nenhum mal, que todos aqui estamos. E, pedindo luz, saltou dentro e, todo trêmulo, se prostrou ante Paulo e Silas. E, tirando-os para fora, disse: Senhores, que é necessário que eu faça para me salvar? E eles disseram: Crê no Senhor Jesus Cristo e serás salvo, tu e a tua casa”. (At.16.27-31). Enfim, este capítulo pode ser visto sob três aspectos distintos:


1.UM SONHO PREOCUPANTE E EVANGELIZADOR  - 

“Eu, Nabucodonosor, estava sossegado em minha casa, e próspero no meu palácio”. (Dn.4.4). O rei Nabucodonosor já tinha visto um grande milagre da preservação dos três homens hebreus e havia decretado que ninguém poderia falar contra o seu Deus. A maior lição que Nabucodonosor aprendeu é que Deus é soberano. Quando um mortal tenta usurpar o trono de Deus ou a honra do Senhor, pode cair no ridículo de descer ao nível de animais. Penso que ainda verei ou meus descendentes verão estes monstros do Congresso Nacional de hoje, descendo ao nível de bestas feras. Você dúvida? Quem viver, verá! O grande último ditador mundial será homem, mas chamado de “a besta” (Ap.11.7; 13.1; 14.9;11). Deixar de parecer com Deus por opção, pode assemelhar-se ao dragão ou mula por pressão (Sl.32.9) Daniel anteviu a humilhação do rei (Dn. 4.24-26).

2. UMA GLÓRIA PERIGOSA E PASSAGEIRA  - 

“Portanto, ó rei, aceita o meu conselho, e põe fim aos teus pecados, praticando a justiça, e às tuas iniqüidades, usando de misericórdia com os pobres, pois, talvez se prolongue a tua tranqüilidade”. (Dn. 4.27). Daniel sabia que o rei possuía um temperamento muito violento e que estava tomando um caminho muito perigoso ao confrontar o rei com seus pecados. Elias confrontou com a ousadia o perverso rei Acabe (1 Rs.18.17). Isaías repreendeu o rei Ezequias (Is.39); João Batista enfrentou o rei Herodes (Mr.6.14-29). Daniel não fez por menos ao declarar Nabucodonosor seu fim, por não dar glórias ao Senhor. Daniel estava alertando ao rei dos iminentes perigos, pelo loucura do rei. A Bíblia diz que a palavra na boca do rei ainda está se transformando em ação, quando caiu uma voz no céu: “A ti se diz: ó rei Nabucodonosor: “Passou de ti o reinado.. cumprindo-se literalmente a palavra do profeta Daniel. O rei desceu do trono para o campo. Do palácio para o pasto. De homem para animal. De criatura de Deus para bicho selvagem, “Na mesma hora se cumpriu a palavra sobre Nabucodonosor, e foi tirado dentre os homens, e comia erva como os bois, e o seu corpo foi molhado do orvalho do céu, até que lhe cresceu pelo, como as penas da águia, e as suas unhas como as das aves”. (Dn.4.33).

3. A CONVERSÃO DO REI AO SENHOR  - 

“Mas ao fim daqueles dias eu, Nabucodonosor, levantei os meus olhos ao céu, e tornou-me a vir o entendimento, e eu bendisse o Altíssimo, e louvei e glorifiquei ao que vive para sempre, cujo domínio é um domínio sempiterno, e cujo reino é de geração em geração. E todos os moradores da terra são reputados em nada, e segundo a sua vontade ele opera com o exército do céu e os moradores da terra; não há quem possa estorvar a sua mão, e lhe diga: Que fazes? No mesmo tempo tornou a mim o meu entendimento, e para a dignidade do meu reino tornou-me a vir a minha majestade e o meu resplendor; e buscaram-me os meus conselheiros e os meus senhores; e fui restabelecido no meu reino, e a minha glória foi aumentada. Agora, pois, eu, Nabucodonosor, louvo, exalço e glorifico ao Rei do céu; porque todas as suas obras são verdade, e os seus caminhos juízo, e pode humilhar aos que andam na soberba”. (Dn.4.34-37). Pode parecer coisa estranha, pueril ou impossível. Mas, não é. O rei, no estado em que estava, teve um momento de lucidez bastante para sair das trevas para a luz; do inferno para o céu; da grama molhada para o orvalho do Senhor; do curral dos animais para o redil do Senhor, do fundo do poço para o pódio; do fim para um novo começo. Nabucodonosor que gostava de tocar trombeta para si mesmo. Amava viver sob as luzes da ribalta, aplaudia a sua própria glória. Agora, reconhece que a grandeza é do Senhor, e que a glória simpiterna pertence ao Deus único.

O que você está esperando para se converter ao Deus único e pessoal, vivo e eterno, absoluto e real? “Ora, ao Rei dos séculos, imortal, invisível, ao único Deus, seja honra e glória para todo o sempre. Amém”. (1 Tm.1.17).


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