coral

[voltar ao índice]

Pastoral dia 10/01/2010

A SEXTA VISÃO DO RIO QUE FLUI DO TEMPLO - EZEQUIEL - 

“DEPOIS disto me fez voltar à porta da casa, e eis que saíam águas por debaixo do umbral da casa para o oriente; porque a face da casa dava para o oriente, e as águas desciam de debaixo, desde o lado direito da casa, ao sul do altar. E ele me fez sair pelo caminho da porta do norte, e me fez dar uma volta pelo caminho de fora, até à porta exterior, pelo caminho que dá para o oriente e eis que corriam as águas do lado direito. E saiu aquele homem para o oriente, tendo na mão um cordel de medir; e mediu mil côvados, e me fez passar pelas águas, águas que me davam pelos artelhos. E mediu mais mil côvados, e me fez passar pelas águas, águas que me davam pelos joelhos; e outra vez mediu mil, e me fez passar pelas águas que me davam pelos lombos. E mediu mais mil, e era um rio, que eu não podia atravessar, porque as águas eram profundas, águas que se deviam passar a nado, rio pelo qual não se podia passar. E disse-me: Viste isto, filho do homem? Então levou-me, e me fez voltar para a margem do rio. E, tendo eu voltado, eis que à margem do rio havia uma grande abundância de árvores, de um e de outro lado. Então disse-me: Estas águas saem para a região oriental, e descem ao deserto, e entram no mar; e, sendo levadas ao mar, as águas tornar-se-ão saudáveis”. (Ez. 47.1-8). Este rio fala da restauração de Israel e da nova vida que caracterizava o país. O rio sagrado é um tema conhecido nas referências históricas e idealistas de diversos lugares da Mesopotâmia, incluindo-se Canaã (Jl. 3.18; Zc. 14.8). Outra vez Deus se utiliza de um homem para medir a profundidade do rio em quatro dimensões.

a) A MEDIDA ATÉ ARTELHOS  - 

Pouca água na nascente ou de onde partia. Assim é como um rio que nasce, com um filete de água, e aos poucos vai se encorpando e ganhando força, e até torna-se caudaloso. Há crentes que se conformam com pouca água ou com pouco da graça de Deus, quando o Senhor quebrar mais e mais. “E não vos embriagueis com vinho, em que há contenda, mas enchei-vos do Espírito”. (Ef. 5.18).

b) A MEDIDA ATÉ OS JOELHOS  - 

Um pouco mais profunda, mais ainda fácil para se atravessar. São os crentes que até no joelho permitem Deus atuar. São crentes rasos, sem muito poder. Ajoelham-se, mas só quando são convidados para fazê-lo. “Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria, e até aos confins da terra”. (At. 1.8).

c) A MEDIDA DOS LOMBOS OU CINTURA - 

Já estava se molhando um pouco mais ou dava para molhar quase todo corpo. Assim são crentes que permitem até se batizar, mas depois se contenta com a vida medíocre ou abaixo da média, esquecidos de que o Senhor tem muito mais para dar-lhes. “E, tendo orado, moveu-se o lugar em que estavam reunidos; e todos foram cheios do Espírito Santo, e anunciavam com ousadia a palavra de Deus”. (At. 4.31).

d) A MEDIDA DE COBRIR A CABEÇA - 

Profundo bastante. Agora só a nado. Rio que transborda ou dá para nadar. Assim quer Deus que entremos nas águas do Espírito Santo até nadar ou nelas mergulhar. “E no último dia, o grande dia da festa, Jesus pôs-se em pé, e clamou, dizendo: Se alguém tem sede, venha a mim, e beba. Quem crê em mim, como diz a Escritura, rios de água viva correrão do seu ventre. E isto disse ele do Espírito que haviam de receber os que nele cressem; porque o Espírito Santo ainda não fora dado, por ainda Jesus não ter sido glorificado”. (Jo. 7.37-39).

CONCLUSÃO - 

Se Deus tem muitos para nos dar, por que contentar com o pouco? Se Deus tem fartura para os seus filhos, por que viver no raso ou na escassez? Se Deus quer que navegamos nas águas profundas, por que navegar na praia? “Os que descem ao mar em navios, mercando nas grandes águas. Esses vêem as obras do SENHOR, e as suas maravilhas no profundo”. (Sl. 107. 23,24).

[voltar ao índice]

Todos os direitos reservados para PIB PAVUNA 2005.