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Pastoral dia 30/12/2007
1. JOSÉ, O JOVEM SONHADOR – (Gn. 37. 3-5) -
Uma das coisas mais lindas da vida é ser jovem e uma das coisas mais lindas de um jovem é ser sonhador. José, sonhou; (Gn. 37. 6-11). A Bíblia diz do primeiro sonho: “Seus irmãos o odiaram”. A Bíblia diz do segundo sonho: “Seus irmãos o invejaram”. Alguém disse: “A inveja é a mais preciosa filha do diabo”. A exemplo do diabo, ela mata. E, como tem morrido gente, vítima da inveja. Isto aconteceu ontem, acontece hoje e acontecerá sempre, enquanto os reinos deste mundo forem de satanás. Isto ocorre no mundo secular e até no mundo religioso. Max Beerbohm, humorista britânico disse: “As pessoas que insistem em contar seus sonhos são um terror à mesa dos invejosos”. Os sonhos são realizações em gestação. Os sonhos são obras encubadas. Os sonhos são os primeiros passos de uma milha. Os sonhos são a plataforma de grandes vôos. Felizes os que sonham e felizardos são os que os tornam em realidade. Os sonhos de José tornaram-se realidade. A cumplicidade de Jacó e a inexperiência de José foram, na providência de Deus, os meios para levar José ao Egito, a fim de preparar o lugar para a ida da família. Com dezessete anos, José parecia sem malícia ao contar os seus sonhos.
2. JOSÉ, O SÍMBOLO DE CRISTO - (Gn. 37. 18-28) -
Não há nas Escrituras Sagradas um símbolo mais perfeito e belo de Cristo do que José. Quer encaremos como objeto maior do amor do Pai ou de inveja dos irmãos, na sua humilhação, sofrimentos, morte e exaltação. José como protótipo de Cristo pode ser visto:
a) Lançado na cova por seus irmãos (v. 22). Vendido por vinte moedas de prata, (v.28). Preso injustamente (Gn. 39.20). Entretanto, de lá saiu para ser exaltado (Gn. 41). Símbolo de Cristo que tudo suportou e, por fim da sepultura saiu para ascender aos céus. É difícil aceitar que os irmãos de José pudessem sentar-se à mesa e comerem enquanto o seu irmão estava implorando por liberdade (Gn. 42. 21). Mas quando nos reportamos ao assassinato de Abel, pelo irmão Caim, podemos compreender a crueldade de irmão contra irmão, de brigas de famílias e tudo fica patente que a humanidade precisa desesperadamente de um Salvador que transforme corações.
3. JOSÉ, O ESCRAVO – (Gn. 37. 26-28) -
Enquanto os irmãos de José comiam pão, olharam e viram que uma caravana de Gileade, levando em seus camelos mirra, bálsamo, arômatas etc. Então Judá disse a seus irmãos: “De que nos aproveita matar José e esconder-lhe o sangue? Vinde, vendamo-lo aos ismaelitas, o que os seus irmãos concordaram. Assim foi vendido José por vinte siclos de prata, preço de um escravo. Há até quem diga que foi preço de um escravo aleijado”.
Aos dezessete anos de idade, José bem que poderia rebelar-se, defender-se ou ainda tentar fugir. Mas quem estava no controle da vida de José não era ele mas Deus. Quantas vezes tentamos nos defender de alguma situação, mas não levamos em conta que Deus pode estar nos permitindo o pior hoje para nos dar o melhor amanhã. Não é conformismo, mas visão além do que se pode ver com os olhos físicos.
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